A princípio, a suspeita passaria pela audiência nesta terça, porém, por conta da realização de um júri, vários casos precisaram de transferência. Oragilda permanece detida na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário). Na manhã de segunda-feira (31/3), a polícia foi acionada após a morte de três pessoas na retomada Avae’te. Ao chegarem no local, as equipes constataram os corpos das vítimas carbonizados.
Elas foram identificadas como Liria Isnarde Batista, 76, Fabiana Benites Amarilha, de 37, e a filha dela, Mariana Amarilha Paula, de apenas um ano.
De acordo com o delegado Erasmo Cubas, chefe do SIG (Setor de Investigações Gerais), as três mulheres ingeriam bebidas alcoólicas durante o domingo (30/3), quando ocorreu um desentendimento entre elas.
Uma testemunha ouvida pela polícia relatou que, durante uma discussão, Oragilda teria sufocado a criança e, em seguida, atingido Liria com uma barra de ferro, acertando-a na cabeça.
Posteriormente, a suspeita teria utilizado um galão de gasolina para atear fogo na moradia, incendiando-a de fora para dentro, onde estavam as três vítimas.
A suspeita é que a idosa e a bebê estavam inconscientes, enquanto Fabiana dormia no momento do fogo.